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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

NOTÍCIA DO ANO 2014

NOTÍCIA DO ANO 2014 

Parlamentar israelita deseja anexar Vale do Jordão a Israel 

O +972 Magazine Portal Independente de noticias de Israel , relatou o avanço de anexão do Vale do Jordão , que fica a beira do maior lago da região , na Cisjordânia palestina . A proposta vem do Comitê Ministerial de Legislação e aplicaria a lei israelense à maior parte do território, afastando a possibilidade de um Estado da Palestina com fronteiras com outros países que não Israel.
Este projeto lei proposto pela parlamentar Miri Regev , do partido Likud , ao qual pertence Benjamin Netanyahu , é bom prestarmos atenção no histórico de Miri Regev entendido para alguns como extremista . Regev foi general de brigada no Exercito e porta – voz das chamadas Forças de Defesa de Israel , ativista em protestos violentos contra imigrantes de origem africana , chamando os africanos de “ “câncer em nossos corpos” . Regev também é contra libertações de prisioneiros palestinos .
A proposta, que aplicará a lei israelense a grande parte do território, passa à margem do fato de que o Vale do Jordão é um “território sob ocupação”, assim como Hebron, Jenin e Jerusalém Leste, e sua anexação é ilegal sob o direito internacional.
As colônias israelenses no Vale do Jordão são chamadas, em hebraico, de “comunidades”, ou “kibbutzim” – plural de “kibbut”, fazendas comunitárias –, o que cria a impressão de que são propriamente em Israel, afirma o artigo da revista +972. Em uma enquete conduzida há dois anos, citada pelo artigo, a maioria dos israelenses menores de 20 anos nem sequer sabia que a área é uma ocupação ilegal.
O vale, de terras férteis trabalhadas por agricultores palestinos - quando a ocupação não impede o seu manejo completamente, com a destruição de plantações e armazéns e a expulsão dos agricultores -, fica próximo do rio Jordão e está à beira da maior reserva superficial de água doce da região, o Lago Tiberíades, chamado pelos judeus israelenses de "Mar da Galileia", o que apoia o governo no uso de questões religiosas para ocupar o território. Já há diversos postos de controle militar na região, e a proposta de anexação não é nova. 01/01/2014

Mor Malke – Igreja Ortodoxa Síria

                         Foto: Mor Malke – Igreja Ortodoxa Síria

Segundo a tradição e a história, quando Mor Malke, monge eremita, 
exorcizou o demônio obrigando-o a deixar o corpo da filha de um rei local, o rei, 
prometeu dar-lhe o que quisesse como gesto de gratidão; o Santo pediu então que lhe 
desse simplesmente as duas pedras que tradicionalmente se colocam no oriente nos 
poços; sendo uma delas circular e que se coloca na borda do poço a fim de evitar que as 
pessoas caiam dentro do poço e a outra em forma de uma meia esfera na qual quem tira 
água do poço lança para que os outros possam apanhá-la. 
Intrigado com o Santo pelo pedido singelo, o rei concordou em ceder as duas peças, mas 
por serem de pedra, conseqüentemente muito pesadas questionou o Santo como faria para 
transportá-las - ao que o Santo retrucou dizendo que a solução é fácil: mandou o diabo 
que tirara do corpo da menina, colocar a pedra circular em volta do pescoço e a outra na 
cabeça e o seguir. 
No caminho de volta verificou o Santo que o demônio empacava e teimava em andar, ao 
que o Santo questionou porque essa teimosia, e o demônio retrucou dizendo que não o 
perturbava nem cansava do peso das pedras mas era muito difícil agüentar as orações que 
o Santo entoava em louvor a Deus e a gozação que os outros capetas lhe faziam durante 
todo o trajeto. 
Enfim, bem ou mal, chegaram à aldeia do Santo e este mandou que o diabo tirasse 
devagarinho a pedra circular e a colocasse em volta do poço, pois bem, o diabo tirou-a 
com força e atirou no chão partindo-a em duas partes. 
Mor Malke, vendo a contrariedade do demônio, mandou que atirasse a outra pedra no 
chão! Pasmem! O demônio tirou devagarinho e colocou-a no chão sem quebrar! E lá 
estão até hoje! 
O Santo então, mandou o diabo pular dentro do poço e lá ficar até o seu retorno, mas o 
Santo morreu, e o diabo volta e meia retinha o balde no fundo do poço; quando as 
mulheres da aldeia iam buscar água para perguntar se Mor Malke voltara; as mulheres 
então corriam até o padre da igreja para que mandasse o diabo soltar o balde e dizer ao 
diabo que Mor Malke não voltara; e, passados os séculos, até hoje, quando o balde se 
prende no fundo do poço, chamam o pároco da aldeia para mandar o diabo soltar o balde.

Jornal Suryoye N. 11

Mor Malke – Igreja Ortodoxa Síria

Segundo a tradição e a história, quando Mor Malke, monge eremita, 
exorcizou o demônio obrigando-o a deixar o corpo da filha de um rei local, o rei, 
prometeu dar-lhe o que quisesse como gesto de gratidão; o Santo pediu então que lhe
desse simplesmente as duas pedras que tradicionalmente se colocam no oriente nos
poços; sendo uma delas circular e que se coloca na borda do poço a fim de evitar que as
pessoas caiam dentro do poço e a outra em forma de uma meia esfera na qual quem tira
água do poço lança para que os outros possam apanhá-la.
Intrigado com o Santo pelo pedido singelo, o rei concordou em ceder as duas peças, mas
por serem de pedra, conseqüentemente muito pesadas questionou o Santo como faria para
transportá-las - ao que o Santo retrucou dizendo que a solução é fácil: mandou o diabo
que tirara do corpo da menina, colocar a pedra circular em volta do pescoço e a outra na
cabeça e o seguir.
No caminho de volta verificou o Santo que o demônio empacava e teimava em andar, ao
que o Santo questionou porque essa teimosia, e o demônio retrucou dizendo que não o
perturbava nem cansava do peso das pedras mas era muito difícil agüentar as orações que
o Santo entoava em louvor a Deus e a gozação que os outros capetas lhe faziam durante
todo o trajeto.
Enfim, bem ou mal, chegaram à aldeia do Santo e este mandou que o diabo tirasse
devagarinho a pedra circular e a colocasse em volta do poço, pois bem, o diabo tirou-a
com força e atirou no chão partindo-a em duas partes.
Mor Malke, vendo a contrariedade do demônio, mandou que atirasse a outra pedra no
chão! Pasmem! O demônio tirou devagarinho e colocou-a no chão sem quebrar! E lá
estão até hoje!
O Santo então, mandou o diabo pular dentro do poço e lá ficar até o seu retorno, mas o
Santo morreu, e o diabo volta e meia retinha o balde no fundo do poço; quando as
mulheres da aldeia iam buscar água para perguntar se Mor Malke voltara; as mulheres
então corriam até o padre da igreja para que mandasse o diabo soltar o balde e dizer ao
diabo que Mor Malke não voltara; e, passados os séculos, até hoje, quando o balde se
prende no fundo do poço, chamam o pároco da aldeia para mandar o diabo soltar o balde.

A CULTURA RELIGIOSA ASSÍRIA

                         Foto: A CULTURA RELIGIOSA 
ASSÍRIA

A religião é uma ordenação de leis e regras compostas de teorias e idéias humanas 
reveladas através das atitudes do homem observando os eventos que o cercam desde a 
idade da pedra e que geraram nele inicialmente medo ou temor dos fenômenos naturais ou 
eventos misteriosos horríveis e suas causas como por exemplo terremotos, erupções 
vulcânicas, enchentes, incêndio de matas ou florestas e outras ocorrências naturais 
perigosas que o homem em geral pensava ou concluía terem sido causadas por forças 
invisíveis alem da sua capacidade de controle ou poder de interceptação. Desta forma o 
homem inicialmente temia estas forças geradoras destes eventos, depois as reverenciava e 
chamava de deuses como vemos mencionado na Bíblia que ensina ser: “O temor do Senhor 
é o início da sabedoria” (Provérbios 1:7). 
Os Mesopotâmicos foram o primeiro povo no mundo antes da era do dilúvio que 
chegaram a estas conclusões religiosas e identificaram estas forças invisíveis como 
“deuses” ou “senhores” que em Siríaco ou Assírio-aramaico quer dizer “energia da 
vida”. Dividiram-nos em duas categorias sendo a primeira formada por deuses bons e 
benevolentes dignos e merecedores, portanto, de serem reverenciados. Já a segunda 
categoria de deuses, por serem danosos aos homens, não eram dignos de reverência e 
consequentemente deviam ser rejeitados por todos os homens em todos os lugares. 
Partindo destas idéias, os Mesopotâmicos formaram várias religiões regradas no 
período de dez mil anos entre o último ciclo da era da pedra e o dilúvio sempre adequando 
tais regras à evolução do progresso social.
No intuito de trazer a visão destas forças divinas religiosas ao conhecimento 
humano dava-se-lhes uma imagem de semelhança aos seres humanos, adorando-os ou 
reverenciando-os, ou ainda, fazendo-lhes oferendas de alimentos ou refeições, lembrando 
sempre que tais oferendas eram só para os deuses bondosos, nada, portanto, era oferecido 
aos deuses maus que eram considerados espíritos insensíveis ou forças negativas 
identificadas com inscrições ou nomes como: bixo = malvado; satã = afastado; xido = 
rejeitado; etc... 
Os Mesopotâmicos acreditavam que desde que os deuses tinham a mesma imagem 
dos homens, estes, deveriam ter os mesmos méritos podendo ter filhos que por sua vez 
poderiam casar seus filhos como menciona a Bíblia – “como os homens tivessem começado 
a multiplicar-se, e tivessem gerado suas filhas; vendo os filhos de Deus que as filhas dos 
homens eram formosas, tomaram por mulheres as que entre elas escolheram... Ora 
naquele tempo havia gigantes sobre a terra. Porque os filhos de Deus tivessem tido 
relações com as filhas dos homens, pariram estas possantes homens, que tão famosos são 
na antigüidade.” (Gen. 6: 1-4). 
Aparentemente como o número de homens estava aumentando, assim, também, o 
número dos filhos de Deus estava aumentando em milhares através do casamento com as 
filhas dos homens nos dias que antecederam o dilúvio. Mas depois do dilúvio, o pequeno 
número de deuses que sobreviveu foi dividido para melhor entendimento do homem em 
pequenos grupos de trindades (ou tríades) divinas. A primeira e mais importante destas 
tríades era formada por Ea, Marduk e Assur. Ea governava a região sul da Mesopotâmia, 
Marduk a central e Assur o norte. 
Ea ou Haya (também designado Yah ou Yahwa) era considerado o criador da 
espécie humana e do mundo, seu nome em Siríaco quer dizer “Vida”. O nome de Marduk

quer dizer “Senhor da terra” e Assur “O início da Vida e complementador de todas as 
coisas ou seres”. A esta divina trindade que formava uma só divindade acompanhava uma 
bela filha do homem... 
Durante o período que precedeu o dilúvio, os Mesopotâmicos não construíram 
habitações ou templos para os deuses, afim de que estes morassem entre eles. Na realidade 
só começaram a construir templos e torres para os deuses escolhidos após o dilúvio. 
Os Assírios, sendo descendentes diretos dos Mesopotâmicos após o dilúvio, 
também, acreditavam que cada divindade era formada por uma trindade composta nos 
moldes de uma família humana ou seja, um pai, um filho e um espírito, sempre 
acompanhados de uma bela donzela, lógico, filha de homem. 
Na evolução do progresso religioso, os Mesopotâmicos dividiram a plêiade de suas 
divindades antes e depois do dilúvio em algumas trindades divinas seletas: 

1- Ea ou Haya – Deus da Vida e Sabedoria, cujo espírito movia-se sobre a face das águas 
como mencionado por Guilgamesh no quarto milênio ante de Cristo e mais tarde na 
Bíblia Sagrada (Gen.1: 1-2), era o Criador dos céus e da terra, e, era o pai de Marduk 
que se tornou a segunda pessoa na trindade. A terceira pessoa era Assur o espírito do 
pai Ea. A esta primeira trindade divina estava unida uma bela donzela conhecida pelo 
nome “Dam Kin” ou em Siríaco “Sangue Puro”, como mencionada novamente no épico 
de Guilgamesh sobre a criação do homem. 
2- A segunda trindade de um só deus era composta de Anu o pai, Shamesh o filho e Enlil o 
espírito. A esta trindade, também, foi anexada uma donzela de nome “Inana” que quer 
dizer “Misericórdia”
3- A terceira divindade trina, também, de um só deus era formada por Nabu o pai, Hadad o 
filho e Dagon o espírito, e, a esta terceira trindade foi anexada uma donzela de nome 
“Maxmahta” que quer dizer “Obediente” ou “a que ouve e obedece”. Nabu era 
considerado uma divindade educadora que anunciava a sabedoria das coisas por 
acontecer, como se fosse um Deus Profético. Seu nome foi por isso adotado 
posteriormente por certos reis Caldeus como Nabucodonosor, o primeiro e o segundo; 
Nabupolasar, Nabonides e mais tarde o termo Nabu foi adotado por diversos líderes 
religiosos de Israel como Nabu ou Nabi Moises, Nabi Samuel, Nabi Isaias, Nabi 
Jeremias, Nabi Ezequiel, Nabi Daniel, e depois pelos árabes Nabi Maomé, o profeta 
dos árabes e de todo o mundo islâmico. 
Após a destruição de Nínive em 606 antes de Cristo os Assírios começaram a omitir nas 
suas adorações os nomes das trindades, pois, estas falharam em ajudá-los nas suas 
campanhas de defesas bélicas contra as invasões dos Medos e dos Caldeus. 
Continuaram a chamá-los só pelas identificações de pai, filho e espírito, e , vamos 
encontrar novamente esta identificação tradicional Assíria no Novo Testamento. 
4- A Divina Trindade do Novo Testamento aparece só com a qualificação de Pai, Filho e 
Espírito Santo. A esta nova Trindade, foi anexada a Virgem Maria de quem Cristo, o 
Filho de Deus nasceu. Cristo falava a língua de sua mãe o Siríaco e foi criado e educado 
em Nazaré, que era um ambiente Siríaco, pois, já naquela época a cultura Siríaca era 
dominante na Palestina e em todos os países do Oriente Médio cujos habitantes haviam 
sido “Sirianizados” desde a dinastia Sargônica dos Assírios.
3- A terceira divindade trina, também, de um só deus era formada por Nabu o pai, Hadad o 
filho e Dagon o espírito, e, a esta terceira trindade foi anexada uma donzela de nome 
“Maxmahta” que quer dizer “Obediente” ou “a que ouve e obedece”. Nabu era 
considerado uma divindade educadora que anunciava a sabedoria das coisas por 
acontecer, como se fosse um Deus Profético. Seu nome foi por isso adotado 
posteriormente por certos reis Caldeus como Nabucodonosor, o primeiro e o segundo; 
Nabupolasar, Nabonides e mais tarde o termo Nabu foi adotado por diversos líderes 
religiosos de Israel como Nabu ou Nabi Moises, Nabi Samuel, Nabi Isaias, Nabi 
Jeremias, Nabi Ezequiel, Nabi Daniel, e depois pelos árabes Nabi Maomé, o profeta 
dos árabes e de todo o mundo islâmico. 
Após a destruição de Nínive em 606 antes de Cristo os Assírios começaram a omitir nas 
suas adorações os nomes das trindades, pois, estas falharam em ajudá-los nas suas 
campanhas de defesas bélicas contra as invasões dos Medos e dos Caldeus. 
Continuaram a chamá-los só pelas identificações de pai, filho e espírito, e , vamos 
encontrar novamente esta identificação tradicional Assíria no Novo Testamento. 
4- A Divina Trindade do Novo Testamento aparece só com a qualificação de Pai, Filho e 
Espírito Santo. A esta nova Trindade, foi anexada a Virgem Maria de quem Cristo, o 
Filho de Deus nasceu. Cristo falava a língua de sua mãe o Siríaco e foi criado e educado 
em Nazaré, que era um ambiente Siríaco, pois, já naquela época a cultura Siríaca era 
dominante na Palestina e em todos os países do Oriente Médio cujos habitantes haviam 
sido “Sirianizados” desde a dinastia Sargônica dos Assírios.
Consequentemente da fé e crença dos Assírios num Deus de Divindade Trina, Pai, 
Filho e Espírito, resultaram três religiões mundiais que são o Cristianismo, o Judaísmo e o 
Islamismo como podemos verificar nos seus livros religiosos.
Estes virtuosos sucessos históricos perseguidos pelos Assírios durante muitos séculos 
de controle e domínio da força mundial possibilitou-lhes a formação e aplicação de códigos 
religiosos e seqüentes leis civis que vieram a produzir grandes benefícios para o 
crescimento do processo civilizatório agora envolvendo todo o globo terrestre. Por tais 
razões, os Assírios ou Siríacos foram sempre respeitados e considerados uma nação nobre e 
virtuosa entre as nações do mundo; absolutamente pacíficos, não havendo criminosos entre 
os praticantes da língua Assíria, pois, são orientados na prática das boas maneiras, e buscar 
atividades virtuosas, dignas e honestas no convívio social. É por isso que os praticantes da 
língua Siríaca obtiveram sucesso em preservar sua identidade nacional desde a queda do 
Império Assírio em 606 antes de Cristo. 
Os Assírios ficaram observando o panorama da ascensão, queda e desaparecimento de 
muitas raças e nações do mundo nas diversas épocas, mas, ainda, milhões de Assírios 
continuaram vivendo na sua pátria e na diáspora dentro dos limites da prática cultural e da 
influencia do seu idioma vivo o Siríaco. 
Os estudos históricos e arqueológicos indicam que os Assírios ou Siríacos, são a mais 
antiga nação viva da raça humana de todas as formas, eternizada sobre a face da terra. Por 
isso algumas nações acostumaram-se a chamar os atuais Assírios de “Suriani Kadim” ou 
“Antigos Assírios”
Quando no poder, na antigüidade, os reis Assírios acumulavam os dois poderes, 
temporal e espiritual, eram, portanto, reis governantes e sumos sacerdotes ao mesmo tempo. 
Eram reis para a salvação e redenção dos seus súditos através do seu sangue real e eram 
sumos sacerdotes para satisfazer e agradar o desejo e a vontade dos seus deuses nacionais. 
Os reis Assírios eram, também, mediadores entre o seus deus e o seu reinado terreno a 
Assíria que era considerada o reino terreno de deus na terra desde o início da vida como 
indica o nome Assur. 
Os antigos Assírios tinham o hábito de chamar seu deus de Baal, Bal, Bel, Bil ou 
Bahlo, significando “Senhor”, e, sua poderosa força chamavam de “Carna”, unido estas 
duas palavras tem-se o nome “CarnaBal” ou “Carnaval” que em Siríaco quer dizer “A força 
divina do Senhor”. Os Assírios magnificavam e glorificavam com grandes procissões 
cerimonias públicas nos campos e nos templos, liderados por seu rei e na companhia de 
grandes multidões de súditos todos os anos durante a primeira quinzena de abril lembrando 
a criação do mundo por Bal (o Senhor), e, também, comemorando o início do ano novo do 
estabelecimento e fundação do Império Assírio em primeiro de abril desde 6745 anos 
passados (1995AD) ou logo após o dilúvio mesopotâmico. 
A procissão cerimonial do carnaval na Assíria era celebrada, portanto, no primeiro de 
abril, primeiro dia do ano novo e era liderada pelo rei e sua corte civil, militar e religiosa. O 
rei devidamente paramentado e seus auxiliares, também, paramentados com os respectivos 
atributos legais, vinham para o pátio central do palácio acompanhados de grandes 
multidões que aguardavam ansiosas estas festividades anuais.

Tradução do quarto capítulo 
do livro “The True History of the Assyrians” de Ibrahim Gabriel Sowmy.  - Igreja Ortodoxa Síria

A CULTURA RELIGIOSA 
ASSÍRIA

A religião é uma ordenação de leis e regras compostas de teorias e idéias humanas 
reveladas através das atitudes do homem observando os eventos que o cercam desde a 
idade da pedra e que geraram nele inicialmente medo ou temor dos fenômenos naturais ou
eventos misteriosos horríveis e suas causas como por exemplo terremotos, erupções
vulcânicas, enchentes, incêndio de matas ou florestas e outras ocorrências naturais
perigosas que o homem em geral pensava ou concluía terem sido causadas por forças
invisíveis alem da sua capacidade de controle ou poder de interceptação. Desta forma o
homem inicialmente temia estas forças geradoras destes eventos, depois as reverenciava e
chamava de deuses como vemos mencionado na Bíblia que ensina ser: “O temor do Senhor
é o início da sabedoria” (Provérbios 1:7).
Os Mesopotâmicos foram o primeiro povo no mundo antes da era do dilúvio que
chegaram a estas conclusões religiosas e identificaram estas forças invisíveis como
“deuses” ou “senhores” que em Siríaco ou Assírio-aramaico quer dizer “energia da
vida”. Dividiram-nos em duas categorias sendo a primeira formada por deuses bons e
benevolentes dignos e merecedores, portanto, de serem reverenciados. Já a segunda
categoria de deuses, por serem danosos aos homens, não eram dignos de reverência e
consequentemente deviam ser rejeitados por todos os homens em todos os lugares.
Partindo destas idéias, os Mesopotâmicos formaram várias religiões regradas no
período de dez mil anos entre o último ciclo da era da pedra e o dilúvio sempre adequando
tais regras à evolução do progresso social.
No intuito de trazer a visão destas forças divinas religiosas ao conhecimento
humano dava-se-lhes uma imagem de semelhança aos seres humanos, adorando-os ou
reverenciando-os, ou ainda, fazendo-lhes oferendas de alimentos ou refeições, lembrando
sempre que tais oferendas eram só para os deuses bondosos, nada, portanto, era oferecido
aos deuses maus que eram considerados espíritos insensíveis ou forças negativas
identificadas com inscrições ou nomes como: bixo = malvado; satã = afastado; xido =
rejeitado; etc...
Os Mesopotâmicos acreditavam que desde que os deuses tinham a mesma imagem
dos homens, estes, deveriam ter os mesmos méritos podendo ter filhos que por sua vez
poderiam casar seus filhos como menciona a Bíblia – “como os homens tivessem começado
a multiplicar-se, e tivessem gerado suas filhas; vendo os filhos de Deus que as filhas dos
homens eram formosas, tomaram por mulheres as que entre elas escolheram... Ora
naquele tempo havia gigantes sobre a terra. Porque os filhos de Deus tivessem tido
relações com as filhas dos homens, pariram estas possantes homens, que tão famosos são
na antigüidade.” (Gen. 6: 1-4).
Aparentemente como o número de homens estava aumentando, assim, também, o
número dos filhos de Deus estava aumentando em milhares através do casamento com as
filhas dos homens nos dias que antecederam o dilúvio. Mas depois do dilúvio, o pequeno
número de deuses que sobreviveu foi dividido para melhor entendimento do homem em
pequenos grupos de trindades (ou tríades) divinas. A primeira e mais importante destas
tríades era formada por Ea, Marduk e Assur. Ea governava a região sul da Mesopotâmia,
Marduk a central e Assur o norte.
Ea ou Haya (também designado Yah ou Yahwa) era considerado o criador da
espécie humana e do mundo, seu nome em Siríaco quer dizer “Vida”. O nome de Marduk

quer dizer “Senhor da terra” e Assur “O início da Vida e complementador de todas as
coisas ou seres”. A esta divina trindade que formava uma só divindade acompanhava uma
bela filha do homem...
Durante o período que precedeu o dilúvio, os Mesopotâmicos não construíram
habitações ou templos para os deuses, afim de que estes morassem entre eles. Na realidade
só começaram a construir templos e torres para os deuses escolhidos após o dilúvio.
Os Assírios, sendo descendentes diretos dos Mesopotâmicos após o dilúvio,
também, acreditavam que cada divindade era formada por uma trindade composta nos
moldes de uma família humana ou seja, um pai, um filho e um espírito, sempre
acompanhados de uma bela donzela, lógico, filha de homem.
Na evolução do progresso religioso, os Mesopotâmicos dividiram a plêiade de suas
divindades antes e depois do dilúvio em algumas trindades divinas seletas:

1- Ea ou Haya – Deus da Vida e Sabedoria, cujo espírito movia-se sobre a face das águas
como mencionado por Guilgamesh no quarto milênio ante de Cristo e mais tarde na
Bíblia Sagrada (Gen.1: 1-2), era o Criador dos céus e da terra, e, era o pai de Marduk
que se tornou a segunda pessoa na trindade. A terceira pessoa era Assur o espírito do
pai Ea. A esta primeira trindade divina estava unida uma bela donzela conhecida pelo
nome “Dam Kin” ou em Siríaco “Sangue Puro”, como mencionada novamente no épico
de Guilgamesh sobre a criação do homem.
2- A segunda trindade de um só deus era composta de Anu o pai, Shamesh o filho e Enlil o
espírito. A esta trindade, também, foi anexada uma donzela de nome “Inana” que quer
dizer “Misericórdia”
3- A terceira divindade trina, também, de um só deus era formada por Nabu o pai, Hadad o
filho e Dagon o espírito, e, a esta terceira trindade foi anexada uma donzela de nome
“Maxmahta” que quer dizer “Obediente” ou “a que ouve e obedece”. Nabu era
considerado uma divindade educadora que anunciava a sabedoria das coisas por
acontecer, como se fosse um Deus Profético. Seu nome foi por isso adotado
posteriormente por certos reis Caldeus como Nabucodonosor, o primeiro e o segundo;
Nabupolasar, Nabonides e mais tarde o termo Nabu foi adotado por diversos líderes
religiosos de Israel como Nabu ou Nabi Moises, Nabi Samuel, Nabi Isaias, Nabi
Jeremias, Nabi Ezequiel, Nabi Daniel, e depois pelos árabes Nabi Maomé, o profeta
dos árabes e de todo o mundo islâmico.
Após a destruição de Nínive em 606 antes de Cristo os Assírios começaram a omitir nas
suas adorações os nomes das trindades, pois, estas falharam em ajudá-los nas suas
campanhas de defesas bélicas contra as invasões dos Medos e dos Caldeus.
Continuaram a chamá-los só pelas identificações de pai, filho e espírito, e , vamos
encontrar novamente esta identificação tradicional Assíria no Novo Testamento.
4- A Divina Trindade do Novo Testamento aparece só com a qualificação de Pai, Filho e
Espírito Santo. A esta nova Trindade, foi anexada a Virgem Maria de quem Cristo, o
Filho de Deus nasceu. Cristo falava a língua de sua mãe o Siríaco e foi criado e educado
em Nazaré, que era um ambiente Siríaco, pois, já naquela época a cultura Siríaca era
dominante na Palestina e em todos os países do Oriente Médio cujos habitantes haviam
sido “Sirianizados” desde a dinastia Sargônica dos Assírios.
3- A terceira divindade trina, também, de um só deus era formada por Nabu o pai, Hadad o
filho e Dagon o espírito, e, a esta terceira trindade foi anexada uma donzela de nome
“Maxmahta” que quer dizer “Obediente” ou “a que ouve e obedece”. Nabu era
considerado uma divindade educadora que anunciava a sabedoria das coisas por
acontecer, como se fosse um Deus Profético. Seu nome foi por isso adotado
posteriormente por certos reis Caldeus como Nabucodonosor, o primeiro e o segundo;
Nabupolasar, Nabonides e mais tarde o termo Nabu foi adotado por diversos líderes
religiosos de Israel como Nabu ou Nabi Moises, Nabi Samuel, Nabi Isaias, Nabi
Jeremias, Nabi Ezequiel, Nabi Daniel, e depois pelos árabes Nabi Maomé, o profeta
dos árabes e de todo o mundo islâmico.
Após a destruição de Nínive em 606 antes de Cristo os Assírios começaram a omitir nas
suas adorações os nomes das trindades, pois, estas falharam em ajudá-los nas suas
campanhas de defesas bélicas contra as invasões dos Medos e dos Caldeus.
Continuaram a chamá-los só pelas identificações de pai, filho e espírito, e , vamos
encontrar novamente esta identificação tradicional Assíria no Novo Testamento.
4- A Divina Trindade do Novo Testamento aparece só com a qualificação de Pai, Filho e
Espírito Santo. A esta nova Trindade, foi anexada a Virgem Maria de quem Cristo, o
Filho de Deus nasceu. Cristo falava a língua de sua mãe o Siríaco e foi criado e educado
em Nazaré, que era um ambiente Siríaco, pois, já naquela época a cultura Siríaca era
dominante na Palestina e em todos os países do Oriente Médio cujos habitantes haviam
sido “Sirianizados” desde a dinastia Sargônica dos Assírios.
Consequentemente da fé e crença dos Assírios num Deus de Divindade Trina, Pai,
Filho e Espírito, resultaram três religiões mundiais que são o Cristianismo, o Judaísmo e o
Islamismo como podemos verificar nos seus livros religiosos.
Estes virtuosos sucessos históricos perseguidos pelos Assírios durante muitos séculos
de controle e domínio da força mundial possibilitou-lhes a formação e aplicação de códigos
religiosos e seqüentes leis civis que vieram a produzir grandes benefícios para o
crescimento do processo civilizatório agora envolvendo todo o globo terrestre. Por tais
razões, os Assírios ou Siríacos foram sempre respeitados e considerados uma nação nobre e
virtuosa entre as nações do mundo; absolutamente pacíficos, não havendo criminosos entre
os praticantes da língua Assíria, pois, são orientados na prática das boas maneiras, e buscar
atividades virtuosas, dignas e honestas no convívio social. É por isso que os praticantes da
língua Siríaca obtiveram sucesso em preservar sua identidade nacional desde a queda do
Império Assírio em 606 antes de Cristo.
Os Assírios ficaram observando o panorama da ascensão, queda e desaparecimento de
muitas raças e nações do mundo nas diversas épocas, mas, ainda, milhões de Assírios
continuaram vivendo na sua pátria e na diáspora dentro dos limites da prática cultural e da
influencia do seu idioma vivo o Siríaco.
Os estudos históricos e arqueológicos indicam que os Assírios ou Siríacos, são a mais
antiga nação viva da raça humana de todas as formas, eternizada sobre a face da terra. Por
isso algumas nações acostumaram-se a chamar os atuais Assírios de “Suriani Kadim” ou
“Antigos Assírios”
Quando no poder, na antigüidade, os reis Assírios acumulavam os dois poderes,
temporal e espiritual, eram, portanto, reis governantes e sumos sacerdotes ao mesmo tempo.
Eram reis para a salvação e redenção dos seus súditos através do seu sangue real e eram
sumos sacerdotes para satisfazer e agradar o desejo e a vontade dos seus deuses nacionais.
Os reis Assírios eram, também, mediadores entre o seus deus e o seu reinado terreno a
Assíria que era considerada o reino terreno de deus na terra desde o início da vida como
indica o nome Assur.
Os antigos Assírios tinham o hábito de chamar seu deus de Baal, Bal, Bel, Bil ou
Bahlo, significando “Senhor”, e, sua poderosa força chamavam de “Carna”, unido estas
duas palavras tem-se o nome “CarnaBal” ou “Carnaval” que em Siríaco quer dizer “A força
divina do Senhor”. Os Assírios magnificavam e glorificavam com grandes procissões
cerimonias públicas nos campos e nos templos, liderados por seu rei e na companhia de
grandes multidões de súditos todos os anos durante a primeira quinzena de abril lembrando
a criação do mundo por Bal (o Senhor), e, também, comemorando o início do ano novo do
estabelecimento e fundação do Império Assírio em primeiro de abril desde 6745 anos
passados (1995AD) ou logo após o dilúvio mesopotâmico.
A procissão cerimonial do carnaval na Assíria era celebrada, portanto, no primeiro de
abril, primeiro dia do ano novo e era liderada pelo rei e sua corte civil, militar e religiosa. O
rei devidamente paramentado e seus auxiliares, também, paramentados com os respectivos
atributos legais, vinham para o pátio central do palácio acompanhados de grandes
multidões que aguardavam ansiosas estas festividades anuais.

Tradução do quarto capítulo
do livro “The True History of the Assyrians” de Ibrahim Gabriel Sowmy. - Igreja Ortodoxa Síria

Provérbio Árabe

                            Foto: Esperança

Ó Deus! Se me tirares a fortuna, deixa-me a esperança. Se me faltar a saúde, conforta-me com a graça da fé. E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão. Provérbio Árabe

Esperança

Ó Deus! Se me tirares a fortuna, deixa-me a esperança. Se me faltar a saúde, conforta-me com a graça da fé. E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão. Provérbio Árabe            

O MITO DO OLHO CELESTE

                        Foto: O MITO DO OLHO CELESTE
 
O Olho que aparece na narração do mito de Osíris e Horo é um episódio mitológico que na sua origem oferece dois temas diferentes: o tema do Olho solar e o tema do Olho de Horo; no correr dos séculos as duas tradições se interpenetraram.
Na lenda osiríaca o Olho de Horo é arrancado e depois restituído, para se transformar numa nova forma, o uraeus real. Mas o deus de Heliópolis, identificado com o Sol, possuía, também, um Olho, o "Olho de Ré". Este, que primitivamente era a Estrela da Manhã, foi, a seguir, posto ao lado de Osíris regenerado pelo filho. Mais tarde quiseram ver no Olho ora o Sol, ora a Lua. O Olho de Horo, arrancado e depois restituído, simbolizaria as fases da Lua; quanto ao Olho de Ré, freqüentemente foi assimilado ao culto de Maat, filha de Ré.
A deusa Maat representa a personificação de um dos con­ceitos fundamentais do pensamento filosófico egípcio. Ela encar­na o princípio de ordem que rege o Cosmos e garante seu equi­líbrio; encarna também a garantia da ordem social e moral, isto é, a conformidade das leis humanas com as divinas. Em outras palavras, é a deusa da Justiça e da Verdade. Nessa quali­dade Maat assiste à pesagem da alma do defunto, diante do tri­bunal de Osíris, onde o coração, considerado como sede da consciência, deverá contrabalançar exatamente com a Justiça, incor­porada na imagem da deusa.
Há, ainda, uma interpretação a respeito do Olho solar que gozou de larga difusão. Tis, cidade do Médio Egipto, da qual seria originária a I dinastia, era a residência de um deus conhe­cido sob o nome de Onúris (propriamente Ini-herit, "Aquele que reconduz a Longínqua"). Esse nome alude a um mito do qual possuímos somente versões tardias, mas cujo tema se fixou, cer­tamente, no Império Médio.
O Olho do deus solar, que aqui às vezes assume a forma da leoa Tefnut, encoleriza-se violentamente com seu senhor. O Olho­-deusa (em egípcio "olho" é do gênero feminino) se retira para o fundo da Núbia e lá pretende permanecer para sempre. Finalmente Onúris a vai procurar e, após havê-la acalmado com pro­messas, a conduz triunfalmente para Tis, onde o Olho retoma seu lugar na face do deus. Esta lenda, não raro, aparece sob a forma de conto popular. Ilustra, perfeitamente, a alternância das fases lunares. Como na lenda de Horo, o Olho celeste, após desapa­recer, retoma ao seu estado primitivo.
Alguns mitógrafos fazem menção do Olho São, Udjat, com referência a esse tema; o Udjat, geralmente, é considerado como o Olho de Horo restabelecido pelos cuidados de Tot. Outra versão, porém, refere que se trata do segundo olho de Horo, aquele que não foi mutilado.
O tema do Olho de Horo foi abundantemente explorado no ritual; as fórmulas tradicionais, que acompanhavam as oferendas davam lhe poderes celestes , desta forma o culto do olho foi expandido .

Dicionario de mitologia”, de Tassilo  Spalding

O MITO DO OLHO CELESTE

O Olho que aparece na narração do mito de Osíris e Horo é um episódio mitológico que na sua origem oferece dois temas diferentes: o tema do Olho solar e o tema do Olho de Horo; no correr dos séculos as duas tradições se interpenetraram.
Na lenda osiríaca o Olho de Horo é arrancado e depois restituído, para se transformar numa nova forma, o uraeus real. Mas o deus de Heliópolis, identificado com o Sol, possuía, também, um Olho, o "Olho de Ré". Este, que primitivamente era a Estrela da Manhã, foi, a seguir, posto ao lado de Osíris regenerado pelo filho. Mais tarde quiseram ver no Olho ora o Sol, ora a Lua. O Olho de Horo, arrancado e depois restituído, simbolizaria as fases da Lua; quanto ao Olho de Ré, freqüentemente foi assimilado ao culto de Maat, filha de Ré.
A deusa Maat representa a personificação de um dos con­ceitos fundamentais do pensamento filosófico egípcio. Ela encar­na o princípio de ordem que rege o Cosmos e garante seu equi­líbrio; encarna também a garantia da ordem social e moral, isto é, a conformidade das leis humanas com as divinas. Em outras palavras, é a deusa da Justiça e da Verdade. Nessa quali­dade Maat assiste à pesagem da alma do defunto, diante do tri­bunal de Osíris, onde o coração, considerado como sede da consciência, deverá contrabalançar exatamente com a Justiça, incor­porada na imagem da deusa.
Há, ainda, uma interpretação a respeito do Olho solar que gozou de larga difusão. Tis, cidade do Médio Egipto, da qual seria originária a I dinastia, era a residência de um deus conhe­cido sob o nome de Onúris (propriamente Ini-herit, "Aquele que reconduz a Longínqua"). Esse nome alude a um mito do qual possuímos somente versões tardias, mas cujo tema se fixou, cer­tamente, no Império Médio.
O Olho do deus solar, que aqui às vezes assume a forma da leoa Tefnut, encoleriza-se violentamente com seu senhor. O Olho­-deusa (em egípcio "olho" é do gênero feminino) se retira para o fundo da Núbia e lá pretende permanecer para sempre. Finalmente Onúris a vai procurar e, após havê-la acalmado com pro­messas, a conduz triunfalmente para Tis, onde o Olho retoma seu lugar na face do deus. Esta lenda, não raro, aparece sob a forma de conto popular. Ilustra, perfeitamente, a alternância das fases lunares. Como na lenda de Horo, o Olho celeste, após desapa­recer, retoma ao seu estado primitivo.
Alguns mitógrafos fazem menção do Olho São, Udjat, com referência a esse tema; o Udjat, geralmente, é considerado como o Olho de Horo restabelecido pelos cuidados de Tot. Outra versão, porém, refere que se trata do segundo olho de Horo, aquele que não foi mutilado.
O tema do Olho de Horo foi abundantemente explorado no ritual; as fórmulas tradicionais, que acompanhavam as oferendas davam lhe poderes celestes , desta forma o culto do olho foi expandido .

Dicionario de mitologia”, de Tassilo Spalding

O MITO DO NASCIMENTO DIVINO DO REI

                                Foto: O MITO DO NASCIMENTO DIVINO DO REI
 
 
Já na mais remota antiguidade criam os egípcios que o rei era de essência superior a dos simples mortais.
O faraó era a encarnação terrestre do Horo celeste, o deus-rei; admitiam, da mesma forma, que o faraó tinha a protecção especial dos deuses tutelares dos dois reinos primitivos: Necabit ou Necbet, a deusa­-abutre do Alto Egito e Uadjit (Edjo), a deusa-serpente do Baixo Egipto.
A partir da V dinastia, certamente sob influência da doutrina heliopolitana, os reis insistiram especialmente sobre sua origem solar. Ainda que conservassem os antigos títulos, proclamavam­-se "Filhos de Ré", isto é, Filhos do Deus Sol.
O conto de Quéops e dos mágicos, narração que parece remon­tar ao Império Médio, refere-nos, sob forma de lenda, o modo pelo qual os reis da V dinastia vieram ao mundo. Esses prínci­pes, destinados a inaugurar nova linhagem real, teriam nascido por obra e graça do deus solar e de uma mulher, esposa de um sacerdote de Ré, senhor de Saquebu (localidade próxima de Heliópolis); teriam nascido graças ao auxílio das deusas hábeis na arte de parturejar e que eram conduzidas pelo deus Cnum, o deus-oleiro. A medida que as deusas obstetras recebem os trigémeos, dão-lhes nomes que relembram as circunstâncias parti­culares em que o parto se produziu. Parece que a narração popu­lar tem por fito evidenciar que o príncipe herdeiro nasce da união do deus solar, incorporado ou encarnado no rei reinante, com a rainha sua esposa; destarte, realmente, ele é o filho carnal de Ré.
Há duas versões a respeito desse assunto, ambas datando da XVIII dinastia, onde os quadros que representam o episódio vêm acompanhados de textos assaz explicativos e reproduzem um verdadeiro diálogo entre os actores dessa espécie de drama sa­grado. Uma das versões, Que se vê sob o pórtico central do tem­plo de Deir el-Bahari, refere-se ao nascimento da rainha Hatxep­sut; a outra, esculpida num dos compartimentos do templo c;ie Luxor, ilustra a vinda ao mundo de Amenófis III; mas, conforme um fragmento de inscrição da XII dinastia, a composição do texto deve remontar ao Império Médio.
Nos relevos da XVIII dinastia, na verdade não é Ré que desempenha o papel de procriador, mas sim Amon. Tal substi­tuição nada tem de estranho, pois na teologia tebana evoluída, Amon havia assumido a maior parte das atribuições e funções do deus solar, entre outras a de pai do rei. Na descrição que se segue, portanto, basta substituir o nome de Amon pelo de Ré para restabelecer o estado de coisas inicial. Na primeira cena, Amon participa ao colégio divino sua intenção de engen­drar um príncipe destinado a ocupar, um dia, o trono do Egipto. Tot desempenha o papel de mensageiro das ordens divinas, e introduz na câmara nupcial a rainha que espera o divino esposo que a fecundará. No correr da entrevista teogámica, Amon mani­festa seu desejo à rainha e fixa de antemão o nome e o destino do príncipe que irá nascer. A seguir Amon se dirige para junto de Cnum, o deus-carneiro, o qual, entre suas variadas atribui­ções, tem aquela de modelar os corpos e infundir a vida; insiste junto ao deus para que dê ao filho que irá procriar um corpo de beleza ultradivina. O deus logo se põe ao trabalho; sentado diante do tomo de oleiro, fabrica o corpo do menino, ao mesmo tempo que lhe atribui o ca (ka), isto é, a alma material, que, aparentemente, não é senão uma réplica do corpo carnal. O momento do nascimento se aproxima; o deus Tot vem felicitar a rainha pela sublime missão que lhe foi confiada e que ela, segundo tudo indica, levará a bom termo; a seguir, conduzida por Cnum e por Hecat, a deusa com cabeça de rã, a Qual facilita os partos, dirige-se para a câmara dos partos, onde o feliz aconte­cimento não tarda a se realizar.
A rainha, sentada num grande e magnífico leito, segura o menino com gesto afectuoso. Ao seu redor desvelam-se deusas e gênios encarregados de lhe prestar auxílio e de lhe valer em qual­quer emergência; das atitudes ressalta o caráter mágico da missão que as deusas e os génios cumprem.
Bes e Tuéris, protectores titulados das mulheres em trabalho de parto, exercem suas funções com desvelo.
A deusa Hator, deusa-mãe por excelência, faz, então, sua entrada solene na sala de parto; toma o recém-nado nos braços e o apresenta a Amon, o pai, que o contempla com complacência e bondade, augurando-lhe glorioso e próspero porvir.
A seguir o menino é conduzido para a sala que lhe foi des­tinada, os seus compartimentos privados, onde a mãe o espera.
E logo ele é confiado, assim como as catorze hipóstases do seu ca (isto é, suas faculdades personificadas), aos bons cuidados das amas, que são as "Hators". Entretanto, Amon continua a velar pelo destino do filho. No decorrer de nova entrevista com Tot, à qual assistem o menino , ele lhe dá novas instruções. Sem dúvida, essas instruções ao deus da Escrita e da Ciência se referem à educação e ao futuro daquele menino que será o senhor dos Dois Países.
Na cena final participam Anúbis, Cnum e a deusa dos Anais. Parece que o fim dessa entrevista é fixar o destino glorioso do futuro rei.
Do exposto deduz-se com toda clareza que os egípcios, sabendo que o nascimento de um faraó era igual ao de outro qualquer menino, desejavam, conscientes da natureza supra-hu­mana do príncipe real, dar ao evento um carácter mais sublime, divino mesmo, a fim de que permanecessem bem nítidas as dife­renças existentes entre um simples mortal e o filho de um faraó.
Nos outros mitos, comumente, emprestava-se aos deuses com­portamento inspirado nas atitudes humanas; aqui, ao contrário, apresentavam um episódio bem humano da carreira real sobre um plano quase teológico.

Dicionario de mitologia”, de Tassilo  Spalding

Já na mais remota antiguidade criam os egípcios que o rei era de essência superior a dos simples mortais.
O faraó era a encarnação terrestre do Horo celeste, o deus-rei; admitiam, da mesma forma, que o faraó tinha a protecção especial dos deuses tutelares dos dois reinos primitivos: Necabit ou Necbet, a deusa­-abutre do Alto Egito e Uadjit (Edjo), a deusa-serpente do Baixo Egipto.
A partir da V dinastia, certamente sob influência da doutrina heliopolitana, os reis insistiram especialmente sobre sua origem solar. Ainda que conservassem os antigos títulos, proclamavam­-se "Filhos de Ré", isto é, Filhos do Deus Sol.
O conto de Quéops e dos mágicos, narração que parece remon­tar ao Império Médio, refere-nos, sob forma de lenda, o modo pelo qual os reis da V dinastia vieram ao mundo. Esses prínci­pes, destinados a inaugurar nova linhagem real, teriam nascido por obra e graça do deus solar e de uma mulher, esposa de um sacerdote de Ré, senhor de Saquebu (localidade próxima de Heliópolis); teriam nascido graças ao auxílio das deusas hábeis na arte de parturejar e que eram conduzidas pelo deus Cnum, o deus-oleiro. A medida que as deusas obstetras recebem os trigémeos, dão-lhes nomes que relembram as circunstâncias parti­culares em que o parto se produziu. Parece que a narração popu­lar tem por fito evidenciar que o príncipe herdeiro nasce da união do deus solar, incorporado ou encarnado no rei reinante, com a rainha sua esposa; destarte, realmente, ele é o filho carnal de Ré.
Há duas versões a respeito desse assunto, ambas datando da XVIII dinastia, onde os quadros que representam o episódio vêm acompanhados de textos assaz explicativos e reproduzem um verdadeiro diálogo entre os actores dessa espécie de drama sa­grado. Uma das versões, Que se vê sob o pórtico central do tem­plo de Deir el-Bahari, refere-se ao nascimento da rainha Hatxep­sut; a outra, esculpida num dos compartimentos do templo c;ie Luxor, ilustra a vinda ao mundo de Amenófis III; mas, conforme um fragmento de inscrição da XII dinastia, a composição do texto deve remontar ao Império Médio.
Nos relevos da XVIII dinastia, na verdade não é Ré que desempenha o papel de procriador, mas sim Amon. Tal substi­tuição nada tem de estranho, pois na teologia tebana evoluída, Amon havia assumido a maior parte das atribuições e funções do deus solar, entre outras a de pai do rei. Na descrição que se segue, portanto, basta substituir o nome de Amon pelo de Ré para restabelecer o estado de coisas inicial. Na primeira cena, Amon participa ao colégio divino sua intenção de engen­drar um príncipe destinado a ocupar, um dia, o trono do Egipto. Tot desempenha o papel de mensageiro das ordens divinas, e introduz na câmara nupcial a rainha que espera o divino esposo que a fecundará. No correr da entrevista teogámica, Amon mani­festa seu desejo à rainha e fixa de antemão o nome e o destino do príncipe que irá nascer. A seguir Amon se dirige para junto de Cnum, o deus-carneiro, o qual, entre suas variadas atribui­ções, tem aquela de modelar os corpos e infundir a vida; insiste junto ao deus para que dê ao filho que irá procriar um corpo de beleza ultradivina. O deus logo se põe ao trabalho; sentado diante do tomo de oleiro, fabrica o corpo do menino, ao mesmo tempo que lhe atribui o ca (ka), isto é, a alma material, que, aparentemente, não é senão uma réplica do corpo carnal. O momento do nascimento se aproxima; o deus Tot vem felicitar a rainha pela sublime missão que lhe foi confiada e que ela, segundo tudo indica, levará a bom termo; a seguir, conduzida por Cnum e por Hecat, a deusa com cabeça de rã, a Qual facilita os partos, dirige-se para a câmara dos partos, onde o feliz aconte­cimento não tarda a se realizar.
A rainha, sentada num grande e magnífico leito, segura o menino com gesto afectuoso. Ao seu redor desvelam-se deusas e gênios encarregados de lhe prestar auxílio e de lhe valer em qual­quer emergência; das atitudes ressalta o caráter mágico da missão que as deusas e os génios cumprem.
Bes e Tuéris, protectores titulados das mulheres em trabalho de parto, exercem suas funções com desvelo.
A deusa Hator, deusa-mãe por excelência, faz, então, sua entrada solene na sala de parto; toma o recém-nado nos braços e o apresenta a Amon, o pai, que o contempla com complacência e bondade, augurando-lhe glorioso e próspero porvir.
A seguir o menino é conduzido para a sala que lhe foi des­tinada, os seus compartimentos privados, onde a mãe o espera.
E logo ele é confiado, assim como as catorze hipóstases do seu ca (isto é, suas faculdades personificadas), aos bons cuidados das amas, que são as "Hators". Entretanto, Amon continua a velar pelo destino do filho. No decorrer de nova entrevista com Tot, à qual assistem o menino , ele lhe dá novas instruções. Sem dúvida, essas instruções ao deus da Escrita e da Ciência se referem à educação e ao futuro daquele menino que será o senhor dos Dois Países.
Na cena final participam Anúbis, Cnum e a deusa dos Anais. Parece que o fim dessa entrevista é fixar o destino glorioso do futuro rei.
Do exposto deduz-se com toda clareza que os egípcios, sabendo que o nascimento de um faraó era igual ao de outro qualquer menino, desejavam, conscientes da natureza supra-hu­mana do príncipe real, dar ao evento um carácter mais sublime, divino mesmo, a fim de que permanecessem bem nítidas as dife­renças existentes entre um simples mortal e o filho de um faraó.
Nos outros mitos, comumente, emprestava-se aos deuses com­portamento inspirado nas atitudes humanas; aqui, ao contrário, apresentavam um episódio bem humano da carreira real sobre um plano quase teológico.

Dicionario de mitologia”, de Tassilo Spalding

"a bela chegou"